Esquadrão precisa de concentração

por Tarso Duarte em 19 de Abril de 2016 12:18


A derrota e eliminação na Copa do Nordeste contra o Santa Cruz precisa ser digerida rapidamente e da melhor forma possível pelo departamento de futebol do Bahia. Foi inesperada e doída, mas o objetivo do Tricolor em 2016 é subir para a primeira divisão e o Nordestão tem que ser encarado como uma etapa, que se encerrou.
 
Foram muitos pontos positivos. Campanha 100% no primeiro turno, a comprovação de que Hernane é o homem-gol para a Série B e a capacidade de Juninho resolver jogos com chutes de longa distância são alguns deles.
 
Se quiser cumprir o objetivo do ano, no entanto, o Bahia vai precisar solucionar os pontos negativos, que aliás são os mesmos do ano passado, quando o Esquadrão foi finalista.
 
O setor defensivo do time comandado por Doriva não inspira confiança. Falta qualidade, e muita, quando o assunto são os laterais, os zagueiros e os volantes que estão no elenco tricolor.
 
Por conta da falha diante do experiente Grafite, Robson se tornou o grande culpado pela eliminação contra os pernambucanos, mas os problemas do Bahia vão muito além do clube contratar dois zagueiros para serem titulares.
 
Feijão teve uma boa recuperação, mas já ficou provado que não pode nesse momento ser titular do time. Paulo Roberto, que chegou para resolver, teve desempenho abaixo daquele mostrado por Feijão. Simples assim.
 
A contratação de um volante, marcador, para organizar o setor, precisa ser tratada como imperativa.
 
É até compreensível o desejo da direção do Esquadrão querer ‘poupar’ os valores recebidos junto ao Esporte Interativo para montar um grande time na Série A do ano que vem, mas se não investir corre risco de não subir, de novo.
 
Com a equipe que tem disponível, Doriva vem se mostrando um treinador sólido, coerente. Mas não tem dentro de campo um homem para fazer exatamente o que ele fazia nos tempos de atleta. Falta ao time um 5 que mantenha a equipe focada, concentrada durante os 90 minutos, senão pontos importantes serão perdidos quando a segundona começar.
 
O exemplo está justamente no Santa Cruz, que até de time misto apanhou do Bahia na primeira fase. Nas semifinais os pernambucanos tiveram na equipe um volante muito atuante nas duas ‘decisões’ contra Esquadrão chamado Uilliam Correia, que chegou a ser alvo da cobiça da dupla BaVi quando ainda estava no Ceará, mas acabou fechando com o Cruzeiro no ano passado.
 
Como tantos outros jogadores que saíram do Nordeste, o volante não teve chances no clube mineiro, mas quando finalmente estava disponível não foi o futebol baiano que o contratou.
 
E o futebol baiano não vai disputar a final da Copa do Nordeste.
 
Em tempo
 
Apesar de agradar no início de trabalho à frente do Bahia, Doriva teve parcela de culpa na eliminação do time da Copa do Nordeste. O treinador poderia ter tirado Thiago Ribeiro, que não contribuiu e chegou a prejudicar.
 
O experiente atacante talvez seja a maior contratação do clube no quesito expectativa, mesmo se comparado a Hernane. Em 2015, no Atlético-MG, Thiago Ribeiro passou por boa fase e foi importante em uma das principais equipes do país, enquanto o ‘Brocador’ foi reserva no Sport.
 
Ainda assim, não justifica manter Ribeiro em campo e tirar Edigar Junio, que dava velocidade ao ataque, em um momento que o time precisava de gols para se classificar.
 
De novo, na Série B, o Bahia vai chegar como um dos favoritos, no papel, para ficar com uma das quatro vagas para a primeira divisão. Só que quando a bola rola o papel e o passado dos atletas não entram em campo, e os sinais de que o Bahia ainda precisa se reforçar de forma contundente em 2016 estão claros.


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