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Ricardo Silva, auxiliar e ex-técnico do Vitória

Ricardo Silva, auxiliar e ex-técnico do Vitória

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Entrevista concedida ao repórter da Equipe dos Galáticos, Thiego Souza

- Desde quando você está no Vitória e sempre atuou como auxiliar técnico?
 
Estou no Vitória desde 2007. Fui auxiliar de Mancini, Carpegiani, Mauro Fernandes, dos treinadores que passaram por aqui nesta época e procurei sempre fazer o melhor de mim como auxiliar.
 
- Como você se sentia sendo o “tapador de buracos” do Vitória?
 
Sem problema nenhum! O importante é a gente trabalhar nesta vida e tudo que faço nessa vida é com amor, carinho, sempre procuro fazer o melhor de mim.
 
- Por dentro você já trabalhava o desejo de se tornar treinador efetivo?
 
Não! O tempo vai dizendo as coisas e eu pensava em auxiliar o próximo treinador que estivesse no Vitória com a maior honestidade e sempre torcendo pelo Vitória. 
 
- Quando surgiu o convite para ser treinador efetivo no inicio do ano o que passou pela sua cabeça?
 
Passou que eu teria que ser honesto com os jogadores, teria que ter tranqüilidade no trabalho, ser exigente como fui, principalmente no baiano e sempre procurei trabalhar no Vitória como se fosse o último dia e o que isso quer dizer? Vir trabalhar com alegria, com vontade, vir feliz e dar o melhor de mim.
 
- Você demorou para encontrar o time ideal e conquistar o campeonato baiano?
 
Demorei! O campeonato baiano praticamente ganhamos de bola parada mas o jogo é assim e uma bola parada decide. Passamos dois jogos difíceis com o Camaçari onde empatamos lá e aqui e tive que arriscar onde tirei um zagueiro e coloquei o Renato. Se a gente perde o jogo não estaríamos na final e fomos decidir com o Bahia.
 
- Depois do baiano você deixou o cargo a disposição. O que te levou a voltar atrás?
 
Os jogadores me pediram pela Copa do Brasil. A Copa do Brasil era importante e fomos à final. A gente pensava em ser campeões da Copa do Brasil e queríamos dar este titulo a torcida que merece mas nem sempre as coisas acontecem da maneira que a gente quer.
 
- Quais fatores foram determinantes para o Vitória chegar na final na Copa do Brasil?
 
A união grupo, a união dos jogadores, a vontade dos torcedores que vieram e incentivaram bastante. 
 
- Quais foram os principais fatores que levaram a diretoria a te tirar do cargo de treinador e contratar outro técnico tendo em vista que você havia sido campeão baiano e vice da Copa do Brasil?
 
Olha não sei, acho que a derrota para o Vasco. Acho que entenderam que o time não estava em uma crescente e deixei a cargo da diretoria. O presidente sempre foi legal comigo, o Mário Silva, o Epifânio. Mas antigamente o Mauro Galvão era o diretor e ele não participava das preleções, mas em uma preleção lá no Rio o Carlito(Arini) quis participar e não era de costume, ai o Luciano(preparador de goleiros) veio comentar e perguntei se ele queria falar alguma coisa, como só queria ouvir não deixei, mas era superstição. Ele deve ter ficado chateado, não sei e ele deve optado por minha saída.
 
- Você foi contactado pelo Prudente. Porque recusou o convite e preferiu novamente o Vitória?
 
Não só o Prudente como o Avaí um pouco. Eu voltei porque o Toninho Cerezo ia ser o treinador, ele me ligou para ser o auxiliar dele, o presidente também me convidou novamente. Eu gosto do Vitória, me sinto bem então voltei para ajudar o Vitória mesmo o salário sendo melhor.
 
- Você se sente magoado por ter sido afastado duas vezes em dois meses?
 
Não! Se eu tivesse saído do Vitória também estaria torcendo pelo Vitória. Eu torci pelo time na época de Cecílio e agora é trabalhar para tirar o clube dessa situação. 
 
- Quais lições você aprendeu nesses quase dez meses treinando o Vitória?
 
Ah, muitas coisas mas prefiro guardar para mim. A gente aprende muitas coisas. A primeira lição é que qualquer jogador que seja contratado eu vou ser o primeiro a querer saber informações e como fui marinheiro de primeira viagem a gente deixa muito a cargo dos diretores e isso não é bom porque vem muitos atletas das mesmas posições e com características semelhantes. Se eu for treinar outro clube as coisas vão ser diferentes, entre outras coisas mais.
 
- Rumores dentro do Barradão dão conta que alguns jogadores estariam manipulando o grupo inteiro. Existe panelinha dentro do Vitória?
 
Não acredito! Sempre tem amizades onde um é mais amigo que outro. Isso é normal na vida de qualquer jogador e aqui no Vitória não tem isso. 
 
- Me dê dois motivos para o torcedor acreditar que o Vitória não vai cair.
 
Acreditar sempre e ter fé e a gente aqui dentro trabalhar forte. Nós precisamos da torcida, do empurrão, do incentivo e nós não estamos na zona do rebaixamento, vamos voltar a vencer e o Vitória não vai cair.
 
- Deixa uma mensagem para o torcedor do Vitória
 
Acredite sempre e tenha certeza que o Vitória não vai cair e precisamos muito de vocês. 
 

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