Fernando Jorge Carneiro apresenta posições e propostas do grupo 'A Voz do Tricolor'

por Rafael Machaddo (@RafaelMachaddo6) em 25 de Setembro de 2017 00:00

O Galáticos Online traz a quinta entrevista com líderes dos grupos políticos que devem concorrer nas eleições do Bahia em dezembro deste ano. Dessa vez o papo foi com Fernando Jorge Carneiro, um dos líderes do grupo “A Voz do Campeão”.

Caso tenha perdido alguma, já entrevistamos Abílio Freire do “Mais um, Baêa”; Antônio Tillemont do “Integridade Tricolor”; Leandro Neves do “Nova Ordem Tricolor” e Oldgard Junior do “Simplesmente Bahia”.

Agora confira a entrevista completa com Fernando Jorge. Ele afirmou que pode fazer uma aliança com os grupos Simplesmente Bahia e Integridade Tricolor para definir um nome de consenso, além de ter se posicionado contrário ao voto à distância.

1 – O seu grupo já definiu quem será o candidato à presidência do clube? Se sim, por que essa escolha? Se não, até quando pretendem definir? Existem nomes?

RESP: Sim, temos nomes escolhidos para formar uma chapa para a Diretoria Executiva, bem como para o Conselho Deliberativo. Não definimos a data da divulgação por acharmos que devemos tentar achar um nome que represente todo o grupo que conseguiu a democratização do Clube. Esse grupo se desfez, após a eleição de Fernando Schmidt.

2 – Quais grupos ou "personalidades" apoiam essa candidatura? Como eles serão importantes numa possível gestão?

RESP: Nós, juntamente com o Integridade (Tricolor) e o Simplesmente Bahia estamos juntos propondo essa união de todos em torno de um nome de consenso que venha gerir o Esporte Clube Bahia nos próximos 3 anos e coloque o clube no lugar que ele merece, e essa fiel  torcida exige.

3 – Quais são as principais propostas do seu grupo para um possível mandato para os próximos três anos?

RESP: Seguir com o saneamento financeiro, aumentar o quadro de sócios, resolver definitivamente os problemas do patrimônio do clube e o mais importante, montar um grande time de futebol que nos leve a disputar os campeonatos que disputamos com chances de sermos campeões. Um clube de futebol vive de títulos, o resto vem atrás.

4 – Qual o posicionamento do seu grupo sobre Fazendão e Cidade Tricolor?

RESP: Acho que deveríamos nos desfazer da Cidade Tricolor ou alienando ou permutando, ou arrendando. O Fazendão ficaria para formação da nossa base, muito importante e o nosso principal ativo, os atletas. E porque não, instalarmos nossa sede administrativa e o futebol profissional em Pituaçu.

5 – Como o seu grupo vê a parceria do Bahia com a Arena Fonte Nova?

RESP: Vejo como nossa casa, nosso mando de campo. Agora precisamos participar mais da gestão, sermos ouvidos. A Fonte Nova precisa voltar a ser pequena para nosso maior patrimônio, a fiel torcida tricolor.

6 – Como vocês avaliam a atual gestão do clube? Por favor, cite pelo menos um ponto que você julga positivo e um negativo da atual gestão do Bahia.

RESP: Fraca. Pontos positivos, o compromisso com o saneamento financeiro, tributos, passivos trabalhistas e fornecedores, o pagamento em dia das obrigações. Os negativos, a falta de planejamento no futebol e no marketing, o slogan “A vez do Futebol”, na campanha, devia ter sido “era uma vez o futebol”. O maior orçamento da história do clube, para muito pouco no campo, contratações erradas, inexperiências dos gestores, demora de decisões e o pior, muito dinheiro jogado fora. E o marketing, a intenção foi louvável de contratar Jorge Avancini (Diretor de Mercado), mas o resultado, foi nenhum.

7 – E sobre os atuais grupos de oposição, como os avaliam? Da mesma forma, por favor, se possível, cite um aspecto positivo e um negativo dos grupos que atualmente fazem oposição aos gestores.

RESP: Houve uma evolução no comportamento dos grupos, com exceção da RT (muito radical). Querem o bem do clube. O futebol é jogo e jogo é emoção. Em algumas derrotas o emocional ganha da razão, mas sou contra a proliferação desses grupos que conduzem a politica do clube dentro do CD. Veja o que acontece com os partidos políticos no Brasil, tinham dois na década de 80 e hoje temos quantos? Fica ingovernável. Temos que nos preocupar com o crescimento de chapas para o CD.

8 - Qual o posicionamento do seu grupo sobre o voto à distância?

RESP: Radicalmente contra. O voto tem que ser presencial. Com a presença do eleitor, nos moldes atuais, já cria dúvidas e polemicas, imagine à distância?  E os custos elevados quem paga?

Foto: Divulgação


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