Presidente da FBF, Ednaldo Rodrigues

por Thiego Souza e Marcos Valença em 27 de Fevereiro de 2013 00:00

Em entrevista ao Galáticos Online o presidente da Federação Bahiana de Futebol falou sobre a primeira fase do Campeonato Baiano, comentou sobre a atuação dos nossos representantes na Copa do Nordeste, explicou o que falta para um árbitro integrar o quadro da FIFA, seguindo os passos de Alessandro Matos e elogiou a Arena Fonte Nova.
 
- Como o senhor avalia a primeira fase do Campeonato Baiano que demonstra muito equilíbrio entre os participantes?
 
Olha, a gente já previa esse equilíbrio técnico com essas equipes até porque são forças iguais e também pelo que vale essa primeira fase, onde o primeiro colocado vai para a Copa do Nordeste em 2014 e o segundo para a Copa do Brasil de 2014 e os dois últimos colocados são rebaixados, daí a gente entende que seria uma disputa acirrada e que vai continuar desta forma até o final da competição. Acredito que no máximo que possa acontecer é um clube estar classificado antecipadamente, mas sem saber qual será sua posição, então na última rodada irá se definir as classificações.
 
- O que esperar das entradas de Bahia, Vitória e Feirense na segunda fase do Baiano?
 
Eu entendo que na segunda fase da competição com Bahia, Vitória e Feirense a competição afunila porque é como se fosse uma fase classificatória e a gente entende que será uma competição difícil por ser tiro curto, então qualquer tropeço é fatal, então assim como na primeira fase só vai fazer com que caia na aceitação dos torcedores baianos.
 
- Muitos clubes reclamaram do campeonato de tiro curto. Apesar das contestações de alguns a fórmula será mantida em 2014?
 
Com todo respeito ao posicionamento dos clubes, foi uma fórmula aprovada por 11 dos 12 clubes, praticamente foi unanime, então se um dia ganhar a condição de disputar a Copa do Brasil é capaz até de pedir dispensa porque é pior do que isso onde é eliminatória, então acho que nem teria condição de atuar. 
 
É um novo modelo de competição e é o que exige hoje o calendário brasileiro e temos que sair na frente para nos adaptarmos com mais rapidez e você pode ter certeza que aquela quantidade de jogos como foram os campeonatos passados como por exemplo em 2006 quando tivemos 162 jogos, em 2012 foram 144 jogos e reduz para 76 jogos isso daqui pra frente com certeza vamos melhorar mais essa competição porque todos tem condição de ter um planejamento mais enxuto, tem menos saturação de desgaste do elenco em estar jogando as quartas e domingo sempre. 
 
- O que falta para surgir a terceira força do futebol baiano?
 
É necessário realmente ter. Já tivemos algumas terceiras forças que tiveram muitas mutações de um ano para outro, tem que haver uma consolidação, mas para isso é preciso ter planejamento, objetivos definidos na competição, aplicar o profissionalismo acima de tudo, dentro e fora de campo, a partir daí poderemos ter certeza que surgirá essa terceira força.
 
Outra situação a equipe tem que superar algumas situações que existem no futebol brasileiro quando se perde alguma partida ou não tem o sucesso esperado se demite a comissão técnica toda, então quando uma equipe tiver esse amadurecimento vai entender que é muito mais barato ele fazer uma equipe que tenha um planejamento e um objetivo até o fim e a gente espera que isso possa acontecer por agora.
 
- Tem algum clube atualmente candidato a terceira força?
 
A gente sempre tem colocado o trabalho que é feito. O Bahia de Feira, o Conquista, os que não estamos colocando não é porque tenham condições de se tornar terceira força, mas são os trabalhos mais nítidos que a gente observa. O Juazeirense tem feito um trabalho neste sentido, profissionalizando seus departamentos, mas acho que tudo que for possível eles tem que fazer para pegar este título que está faltando para ser a terceira força do futebol baiano, mas com planejamento e com resultados.
 
- Qual sua avaliação em relação a participação dos baianos na Copa do Nordeste?
 
Nós lamentamos bastante, foi decepcionante, mas sem nenhuma descortesia com os concorreram com Bahia, Vitória e Feirense, mas a gente entende que realmente houve um vacilo grande, não quero colocar assim, mas talvez os clubes por estarem na série A confrontando com clubes da série C achavam que poderiam passar a qualquer momento para outra fase. Isso fica como lição para o futuro para que esses clubes possam ter um objetivo definido. 
 
- No quatro de árbitros da FIFA temos o Alessandro Matos, que vai representar a Bahia na Copa do Mundo, mas não temos árbitros FIFA. Porque isso ocorre?
 
Primeiro que não é questão politica, isso depende muito do árbitro. Um árbitro para chegar na FIFA ele não começa agora para chegar lá, ele tem que ter todo um trabalho que é exigido pela FIFA, passar por vários treinamentos, aprimoramentos e competições e isso são exigências. É um gargalo para se passar a FIFA. Ter uma cultura bem apropriada, inclusive falando outros idiomas, portanto cada árbitro que estiver começando hoje ou que já esteja atuando tem que ter esta vontade, abdicar de outras situações, de um lazer, umas férias, para que possa dizer que quer ser árbitro FIFA. Não é fácil!  Depende mais do árbitro do que da Federação, que da parte dela tem que fazer os treinamentos, aprimoramentos, pré-temporadas, agora vai depender do árbitro.
 
- Algum árbitro é a aposta da FBF para integrar a FIFA?
 
Temos dois árbitros que podem chegar a isso, sem desmerecer os demais que atuam, mas esses estão no caminho. Primeiro o Marielson Alves que já está no quadro da CBF, tem toda trajetória e a próprio CBF já enxerga ele como futuro e o Diego Pombo, que não está no mesmo patamar de Marielson, não talvez em performance, porque queimou uma etapa quando saiu do quadro nacional e ai ele vai procurar fazer tudo novamente para reconquistar aquele espaço no quadro nacional, esse é o primeiro obstáculo que ele vai ter que vencer.
 
- Qual sua expectativa relacionada a Arena Fonte Nova?
 
Temos que louvar bastante porque houve um avanço para o futebol baiano, o estádio Arena Fonte Nova é um dos maiores e melhores equipamentos do mundo, portanto a gente torce para que a gente possa haver a inauguração no dia 31 com bola, se não pode ser com música, mas que pode ser com bola, que é isso que o torcedor que ver, mas respeitando os limites, respeitando as orientações técnicas da engenharia e da própria equipe da Arena e no momento que for inaugurado a Federação vai estar sempre celebrando porque vai ser um equipamento que vai fazer uma diferença grande para aquilo que foi o futebol baiano e para o que vai ser daqui para frente.

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