Conheça as propostas e posições do grupo "100% Bahêa" para as eleições do clube

por Rafael Machaddo (@RafaelMachaddo6) em 27 de Setembro de 2017 00:00

Dando sequência à série de entrevistas com líderes de grupos políticos que pretendem participar das eleições do Bahia, o Galáticos Online entrevistou Eduardo Sampaio, presidente do “100% Bahêa”.

Vale lembrar que todas as outras cinco entrevistas já realizadas estão disponíveis em nosso site. Você pode conferir elas clicando aqui.

O grupo 100% Bahêa é formado por sócios/torcedores do Esporte Clube Bahia, que afirmam não só desejar um Bahia forte e vencedor, mas que também desejam fazer parte de um grupo político atuante e propositivo. O grupo possui mais de 100 componentes além de oito membros no Conselho Deliberativo do Tricolor.

1 – O seu grupo já definiu quem será o candidato à presidência do clube? Se sim, por que essa escolha? Se não, até quando pretendem definir? Existem nomes?

RESP: O “100% Bahêa” deverá ter esta definição no mês de outubro. Até lá, continuaremos conversando com outros grupos que possuem ideias semelhantes às nossas no sentido de subsidiar a melhor decisão possível, seja ela através de candidatura própria, ou uma possível coligação para as eleições da Diretoria Executiva. Certo mesmo é que teremos uma forte chapa para concorrer ao Conselho Deliberativo.

2 – Quais grupos ou “personalidades” apoiam essa candidatura? Como eles serão importantes numa possível gestão?

RESP: Temos no nosso grupo nomes de excelente qualificação técnica e profissional, tricolores de primeira linha, que pensam no Bahia a longo prazo, que defendem a gestão profissional no futebol, a sustentabilidade do clube no sentido amplo da palavra e que apostam no  associativismo e nas embaixadas como fonte de novos recursos e de fortalecimento da marca ECB.

Entendemos este ser um pré-requisito fundamental para a conquista de apoios e/ou interesses de coligação.

Tão logo tomemos a decisão quanto aos nossos candidatos, discutiremos possíveis apoios e/ou coligações.

3 – Quais são as principais propostas do seu grupo para um possível mandato para os próximos três anos?

RESP: Acreditamos que um dos maiores equívocos da atual DE foi a de não haver tentado atrair todas forças políticas do clube para a elaboração de um Planejamento Estratégico de médio e longo prazo. Este é um dos pontos centrais do Plano de Gestão do 100% Bahêa.

No tocante às questões financeiras, acreditamos que o clube está no caminho certo, tomando decisões responsáveis, visto a premente necessidade da equalização da dívida. Não é possível ignorar que o clube possui enorme endividamento por irresponsabilidade de dirigentes do passado, situação que irá sacrificar a nossa atividade finalística por pelo menos uma década.

Pretendemos também o aperfeiçoamento da profissionalização do clube em todas as áreas, assim como concluir a recuperação patrimonial do Fazendão e da Cidade Tricolor. Feito isto, entendemos que a melhor alternativa será buscar a venda, provavelmente do Fazendão. Estes recursos seriam usados para equipar nosso Centro de Treinamento com uma estrutura de vanguarda no futebol brasileiro, além de reduzir o endividamento do clube, e, como consequência natural, mas não menos importante, o fortalecimento do futebol profissional.

Quanto ao quadro de sócios, o 100% Bahêa, acredita que o associativismo é a principal oportunidade do ECB alavancar as receitas do clube. Este tema será prioridade, inclusive no incentivo a criação de embaixadas em outras cidades, estados e países, e serão estimuladas por eventos de fortalecimento da marca em cidades que o time de futebol for atuar. Daremos continuidade ao trabalho que vem sendo executado quanto aos contratos de patrocínio e de parcerias.

No futebol, pensamos que a divisão de base deve a ser prioridade máxima! Não com objetivo principal de obter títulos, mas sim de revelar talentos que disponibilizem ao time profissional excelentes jogadores, com maior compromisso com o clube e de menor custo, gerando também, receitas com futuras negociações.

Um time de futebol competitivo será imprescindível para a conquista de títulos e que estes venham retroalimentar o fortalecimento da marca, além das estratégias de associativismo e patrocínio, gerando assim, um círculo virtuoso que terá como consequência o aumento de recursos financeiros para qualificar o nosso time de futebol. Afinal, esta é a nossa razão de existir.

4 – Qual o posicionamento do seu grupo sobre Fazendão e Cidade Tricolor?

RESP: Seria excelente se pudéssemos ter os dois CTs, mas devido ao atual endividamento do clube, herdado do período das “trevas”, entendemos que por ser menor e estar localizado em uma área mais valorizada, deveria ser vendido o Fazendão. Estes recursos seriam canalizados para equipar a Cidade Tricolor e reduzir o endividamento do clube, abrindo maior espaço no orçamento para o Departamento de Futebol.

5 – Como o seu grupo vê a parceria do Bahia com a Arena Fonte Nova?

RESP: Para um clube que não possui estádio, achamos que o Bahia tem até uma situação relativamente confortável na medida em que recebe aproximadamente R$ 10 milhões líquidos anuais e proporciona conforto e segurança ao seu torcedor para assistir os jogos do esquadrão. Achamos somente que o clube deveria fazer gestões mais incisivas junto à administração da AFN, de forma a tornar o estádio mais identificado com o torcedor, além de viabilizar preços mais atrativos de estacionamentos, alimentos e bebidas. Podemos citar como exemplo as inúmeras fotografias de seleções mundiais expostas nos corredores, sem que haja uma foto sequer das equipes do Bahia que conquistaram a Taça Brasil de 1959 e o Campeonato Brasileiro de 1988. O contrato com a AFN vencerá no início de 2018 e será uma excelente oportunidade para buscar contratualmente esta identidade, bem como estimular a maior presença de público com preços mais acessíveis.

6 – Como vocês avaliam a atual gestão do clube? Por favor, cite pelo menos um ponto que você julga positivo e um negativo da atual gestão do Bahia.

RESP: Sem sombra de dúvidas o clube deu um saldo qualitativo nas questões financeiras, administrativas e jurídicas, fato que devolveu ao clube a credibilidade junto ao mercado do futebol e fora dele.

Observamos também uma profissionalização do marketing do clube com resultados relevantes já capturados, não só em nível de patrocinadores e produtos licenciados, como principalmente com o incremento de receita com associativismo (Sócio Esquadrão e acesso garantido) que gera uma receita mensal de aproximadamente R$ 1milhão, superior até a do nosso Patrocinador Master (CEF).

No futebol, porém, os resultados são aquém do esperado, mesmo considerando que neste período, conquistamos um Campeonato do Nordeste, um acesso a Série A e um Campeonato Baiano, lembrando que seriam dois campeonatos baianos, caso não tivéssemos sofrido com erros decisivos e grosseiros de arbitragens, nas finais de 2016. Podemos mais!

O 100% Bahêa entende ser de altíssimo risco a decisão de efetivar Preto como técnico do clube no meio do Campeonato Brasileiro. Não concordamos com tal decisão.

Por fim, e por incrível que pareça, dada a formação profissional do atual presidente, entendemos que a área que mais falhou na DE atual foi a de comunicação e relacionamento com a imprensa esportiva local. Este fato pode ser facilmente observado comparando a percepção da torcida e da imprensa. Podemos citar como exemplo o sentimento da torcida quanto aos resultados em campo em 2017, em que o Bahia ganhou uma competição muito mais relevante que o rival, passou TODAS as rodadas da Série A realizadas até então à frente do mesmo, mas a percepção das torcidas é sempre de que a situação é inversa. Vale ressaltar que não defendemos, de forma alguma, o retorno da relação promiscua com parte da imprensa local que existia no passado.

7 – E sobre os atuais grupos de oposição, como os avaliam? Da mesma forma, por favor, se possível, cite um aspecto positivo e um negativo dos grupos que atualmente fazem oposição aos gestores.

RESP: Forças políticas rivais é a essência da democracia e este é um compromisso visceral do 100% Bahêa. É fundamental que ela exista, tenha voz e faça com que a DE do momento reflita muito bem cada decisão tomada.

Os atuais conselheiros do 100% Bahêa foram eleitos no atual mandato por grupos que apoiaram outros candidatos a Diretoria Executiva. Revisamos nossas posições na medida em que concluímos que alguns integrantes dos referidos grupos faziam oposição sistemática, sem análise do mérito das proposições. Entendemos isso ser oposição ao próprio Bahia, e ficamos incomodados em conviver com esta situação. Esta foi uma decisão difícil, pois identificamos que nestes mesmos grupos há pessoas da mais alta qualificação, e que também buscam o engrandecimento do nosso clube.

Nos afastamos e passamos a ter uma postura independente, sempre a favor de propostas que gerassem benefícios ao clube sem considerar as origens das mesmas.

Ao final de cada ano desta gestão (2015 e 2016), nos reunimos com a DE e entregamos um relatório de elogios, críticas e principalmente sugestões.

Este é o jeito de ser 100% Bahêa!

8 – Qual o posicionamento do seu grupo sobre o voto à distância?

RESP: A cada sócio que se interessa em participar do 100% Bahêa, apresentamos um documento com as ideias centrais do nosso grupo. O voto à distância é parte central  do referido documento, assim como o incentivo e apoio às embaixadas. Nos posicionamos de forma favorável na Reforma do Estatuto e em todas as discussões realizados no âmbito do Conselho Deliberativo. Não abrimos mão, porém, da segurança absoluta, no sentido de resguardar que o pleito seja totalmente fiel ao desejo dos sócios.

Atualmente, mais de 80% dos sócios do clube residem em Salvador e Região Metropolitana. O voto à distância será uma peça fundamental de estímulo ao associativismo e a participação política de cada vez mais sócios, sobretudo aqueles que vivem distantes de Salvador.

Foto: Arquivo Pessoal


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