Victor Ramos fala sobre atuar no Bahia, retorno ao Vitória e fama de baladeiro

por Leonardo Santana e Marcos Valença em 28 de Maio de 2014 00:00

O zagueiro Victor Ramos, revelado nas divisões de base do Vitória, está de volta ao Brasil. Liberado pelo Monterrey, clube mexicano que detém seus direitos federativos, o defensor será emprestado a algum clube brasileiro e a grande expectativa gira em torno das negociações com da dupla BaVi, conforme já foi confirmado por seu empresário.

Em entrevista exclusiva ao Galáticos Online, Victor Ramos comenta sobre sua adaptação ao futebol mexicano, Copa do Mundo e a fama de baladeiro.

O defensor relata ainda que, apesar de ser formado na Toca do Leão, não vê problemas em atuar pelo Tricolor baiano. “Respeito muito o Bahia. É um grande clube. Tudo é possível no futebol. Não sou de desrespeitar ninguém. Sou um profissional do futebol”, diz VR3 como gosta de ser chamado.

BaVi, jejum rubro negro nos clássicos e transferências de jogadores para clubes rivais são temas que também foram abordados no bate-papo.

Confira a entrevista completa com o zagueiro Victor Ramos:


Galáticos Online: Como foi a adaptação ao futebol mexicano?

Victor Ramos: Minha adaptação ao futebol mexicano foi a melhor possível. Muito rápida, por sinal. Não tive nenhuma dificuldade no estilo de jogo do país. É um futebol muito dinâmico, com boas equipes e uma excelente estrutura nos clubes. Facilita muito a vida dos jogadores que chegam de outros países. Gostei muito do país e do futebol local.

GOL: O Brasil vai enfrentar o México na Copa do Mundo. Você acredita que eles possam surpreender a seleção brasileira?

VR3: No futebol tudo é possível, ainda mais em uma competição tão rápida como a Copa do Mundo. O México sempre chega às competições internacionais com boas equipes e pode dar trabalho a qualquer adversário, mas o Brasil estará jogando em casa, o que pesa muito. Vai ser uma Copa do Mundo fantástica. Estaremos na torcida pelo Brasil.

GOL: Qual maior dificuldade que você encontrou ao chegar no Monterrey?

VR3: Não tive dificuldades. Claro que você muda de cultura, fica longe da família, mas não houve problemas. Joguei todas as partidas praticamente e pude desempenhar meu futebol da melhor maneira possível. Apesar do clube não ter ido bem, acredito que minhas atuações foram boas, já que recebi elogios até dos torcedores adversários.

GOL: Você pensa em retornar ao Vitória?

VR3: O Vitória é um clube que tem um carinho especial, que me lançou no futebol. Estou sempre aberto para este retorno. Sei do respeito que a torcida tem em relação a mim. Essa nossa relação é muito legal. Tenho um respeito grande pelo Vitória e por toda a torcida, que sempre me deu muita confiança.

GOL:  Você jogaria pelo Bahia se surgisse uma proposta oficial?

VR3: Respeito muito o Bahia. É um grande clube. Tudo é possível no futebol. Não sou de desrespeitar ninguém. Sou um profissional do futebol. 

GOL: O que você acha dessas trocas que alguns jogadores fizeram, como Souza indo para o Vitória e Maxi Biancucchi no Bahia?

VR3: Isso sempre aconteceu no futebol. Não será a primeira nem a última vez. É sempre difícil atuar em um clube e se transferir para o rival em seguida, mas cabe ao jogador procurar se adaptar rapidamente e trabalhar muito para conquistar seu torcedor.

GOL: O que você acha deste jejum do Vitória que está sem vencer o Bahia há oito jogos?

VR3: O Bahia tem passado por um bom momento nestes últimos clássicos e tem conquistado os bons resultados de forma merecida. Acho que o treinador do Bahia, Marquinhos Santos, achou uma forma interessante de anular o Vitória nestes jogos.  

GOL: Você tem acompanhado o Vitória? O que tem achado da defesa Rubro-Negra que tem recebido diversas críticas desde a sua saída.

VR3: A defesa do Vitória atual tem jogadores experientes e de qualidade. Claro que o nosso desempenho em 2013 foi muito bom, mas tem que dar confiança aos atletas que estão no elenco. Eles precisam disso para evoluir. É importante que a torcida dê essa confiança a eles.

GOL: O que você tem a falar sobre essa fama de pegador e baladeiro?

VR3: Não gosto deste tipo de fama. Prefiro aparecer dentro de campo, desempenhando meu papel no futebol, como tenho feito desde o início da minha carreira. Curto nos momentos que posso curtir. Estou sempre focado na minha profissão.

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