Uélliton revela que “invenção” de dirigente e jogadores fez ele deixar o Vitória em 2012

Autor(a): Redação Galáticos Online em 03 de Julho de 2020 12:30
Foto: Divulgação/ECV

Na noite desta quinta-feira (2), o ex-volante da dupla BaVi, Uelliton, concedeu uma entrevista exclusiva para a Equipe dos Galáticos. O ídolo jogador falou sobre seu início de carreira no Vitória, polêmicas envolvendo sua saída do clube e sua passagem pelo Bahia.

“Foi um início complicado. Eu era muito novo e queria ficar com meus pais, mas graças a Deus fui entendendo com o tempo e fiquei 10 anos lá na divisão de base até chegar ao profissional, onde conquistei vários títulos e fiz muitos amigos. Hoje a base está completamente diferente. Na minha época era tudo jogado às traças, mas hoje, graças a Deus, o Vitória se reergueu e se tornou um clube grande”.

Em seguida, o pitbull, como era chamado pela torcida, destacou sua trajetória como jogador profissional e falou sobre os títulos individuais e coletivos conquistados pelo rubro-negro.  

“Começou na Série C, em 2006, quando o Vitória caiu. Meu primeiro jogo foi lá em Belém, acabei entrando em um sol de 45°C, às 10h, e a gente acabou ganhando lá dentro. De lá para cá fui treinado, sendo emprestado, e aos poucos ganhando meu espaço. Em 1998, depois de voltar do Gama, eu me firmei e  acabei virando titular de 2009 até 2012. Foram mais altos do que baixo: saímos da Série C para A, e tive muitas conquistas no por lá. Ganhei muitos baianos, Copa do Nordeste e ficamos em vice da Copa do Brasil, acabei machucando e não jogando a final. Ganhamos do Santos, mas infelizmente não levamos. Além dos títulos coletivos, ganhei individuais também: fui melhor volante do baiano pelo Vitória em três ocasiões e em 2014 fui também pelo Bahia. Só tenho a agradecer ao Vitória por tudo que tenho hoje”.

O volante, que hoje defende as cores do Cabofriense-RJ, contou, em primeira mão, os motivos que o levaram a deixar o Vitória em 2012.

“Na verdade foi uma invenção nos bastidores do clube. Tinha um dirigente que acabou inventando, juntamente com alguns jogadores, e acabaram colocando a culpa dos problemas em campo para cima de mim, por eu ser o capitão. Disseram que eu queria R$ 2 milhões para ser campeão da Série B. Acabaram jogando isso na imprensa e a culpa caiu para cima do capitão, que era eu. Lembro que nessa reunião estava o Raimundo Queiroz, o zagueiro Rodrigo, o Pedro Ken e mais dois que não me lembro. Só para ter uma noção da gravidade, até a torcida acabou me jurando de morte. Isso foi um dos principais motivos que acabaram me levando a aceitar a proposta do Cruzeiro”.

Por fim, Uellinton comentou sobre seu período como jogador do Bahia e revelou que foi afastado injustamente pelo técnico Charles.

“Todo mundo comentava que eu tinha chegado acima do peso no Bahia. Mas eu dei a volta por cima e fui bem, tanto no coletivo quanto no individual. Porém, na reta final o Charles assumiu o clube e acabou pegando no meu pé e pediu a diretoria para me separar. Eu estava bem e ele acabou separando eu e o Léo Gago, que até hoje não sei o motivo. Mas fiz minha parte e dei o meu máximo!”


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