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Após pedido do Ministério Público, inquérito de racismo de Ramírez será arquivado por juiz

Autor(a): Redação Galáticos Online em 09 de Abril de 2021 16:00
Foto: Reprodução

Foi determinado o arquivamento do inquérito policial de racismo no caso do atleta Ramírez, do Bahia. O juíz Marcel Laguna Duque Estraa, da 36ª Vara Criminal, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro foi quem determinou.

O pedido do arquivamento partiu do Ministério Público, após justificativa do promotor de Justiça do MP do Rio, Alexandre Themístocles, analisar as provas que foram produzidas no inqúerito. O promotor ainda relatou que Bruno Henrique e Natan, do Flamengo, afirmaram não ter ouvido nenhuma ofensa com cunho racista. Os membros da arbitragem da partida e o treinador Mano Menezes também foram ouvidos, e todos negaram.

O promotor ainda citou o laudo pericial do perito oficial do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, que "não indica a ocorrência da agressão verbal noticiada por Gerson Santos da Silva. A prova técnica tão somente degrava trecho de entrevista e diálogos entre o atleta Gerson e o treinador Luiz Antonio Venker Menezes".

Leia um trecho da promoção de arquivamento, acolhida pelo juiz do TJRJ:

"O crime de racismo é transeunte, ou seja, não deixa vestígios. Por isso, a palavra do ofendido é de grande relevância. Entretanto, no caso em tela, a afirmação do jogador Gerson é completamente dissociada do conjunto probatório. A lei processual brasileira adota o sistema da persuasão racional, consagrado no artigo 155 do Código de Processo Penal, que afasta qualquer hierarquia preestabelecida entre os meios de prova. Cuidadosa análise conjunta de todas as provas produzidas em sede policial impõe a conclusão de que não restou demonstrada a prática do crime."


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