Ídolo tricolor, Douglas diz que o Bahia salvou sua vida e faz críticas a Guilherme Bellintani

Autor(a): Redação Galáticos Online (Twitter - @galaticosonline) em 10 de Junho de 2020 21:16
Foto: Maurício Almeida

Considerado por muitos o melhor jogador da história do Bahia, Douglas Franklin foi entrevistado nesta quarta-feira (10) pela Equipe dos Galáticos. Aos 70 anos, o ex-meia relembrou fatos marcantes da sua chegada ao Tricolor, analisou o futebol atual e até fez críticas ao presidente Guilherme Bellintani.

O ex-jogador iniciou a conversa com a confirmação da história de que o Bahia salvou sua vida. "Eu tinha brigado com o Santos. Eu era reserva do Pelé, ele não jogou e o treinador achou que eu não deveria  entrar no lugar. Eu me chateei e pedi para sair do Santos. O América-RJ soube e quis me contratar. Eu fui treinar e, no quarto ou quinto dia, apareceu o superintendente do Bahia. Ele me pegou no hotel e me levou para falar com o presidente do Bahia. O Osório entrou em acordo com o presidente do Santos e nós acertamos. Fiquei longe do América e voltei para Santos. Nisso, o América me d eu uma  passagem para voltar. Eu devolvi a passagem e no mesmo dia  embarquei para Salvador. O avião que foi para o Rio caiu e morreu todo mundo, 72 pessoas. Era o avião que eu ia. O Bahia salvou minha vida", disse.

O ex-atleta, em seguida, exaltou sua passagem pelo Esquadrão. "Cheguei no Bahia em 72 e fiquei até 80. Perdemos o campeonato no primeiro ano que cheguei, pois viraram a mesa no meio do ano. Depois, a partir de 73, começamos a ganhar o hepta. No Bahia eu tenho sete títulos, heptacampeão. Nas minhas contas foram 253 gols, pois tiveram alguns amistosos. Mas, em jogos oficiais, parece que foram 211".

Após deixar o Tricolor, Douglas foi para a Portuguesa e chegou a ter uma rápida  passagem pelo Vitória. "Do Bahia fui para a Portuguesa, depois ganhei meu passe junto ao Bahia e fui para o Vitória, onde fiz dois jogos. Montei várias escolinhas de futebol na Bahia com o Fito Neves e ia parar. Mas aí, recebi uma proposta do Barretos-SP, aqui na minha cidade, e acabei jogando até 88".

Porém, o ex-meia garantiu que o Bahia foi mesmo o clube que conquistou seu coração. "O Bahia é minha segunda vida. O Bahia não sai da nossa vida, não tem como. O que a torcida do Bahia faz é coisa de louco, é sensacional. Na minha época, eu cheguei a ter três meses de salários atrasados e 24 bichos atrasados, mas jogamos e fomos campeões".

Sobre o atual momento do clube, o ídolo surpreendeu e fez críticas ao presidente Guilherme Bellintani. "Ele é um bom administrador, um bom marqueteiro. Entende de finanças, mas de futebol não entende nada. O Bahia, hoje, poderia ter o dia de cada ex-jogador, fazer homenagens, chamar o jogador lá. Não me sinto esquecido pelo Bahia devido à torcida. A torcida me valoriza e é o que vale. Dirigente passa. Desejo que o presidente siga com sua boa gestão financeira, mas ele tem que rever o futebol, rever as contratações de pessoas que cuidam do futebol. A torcida do Bahia não quer clube social, quer é clube de futebol. O Bahia vai ter sérias dificuldades de fazer a base. O time é uma gangorra. Sobe e desce. Mas, sou Bahia e torço para que ganhe. O que está faltando é time bom".

Ele ainda revelou que desistiu de ser candidato a presidente do Tricolor, sonho que não escondia anos atrás. "Não quero mais. O Bahia se tornou muito político, um clube muito político. Futebol não é política, é esporte".

Por fim, Douglas também analisou o futebol atual e opinou de que não há mais atletas talentosos como os da sua época. "O futebol não ficou moderno, ele ficou mais corrido, pois o talento diminuiu. A maioria dos times é correria, pois os talentos desapareceram. Os jogadores precisam correr muito mais com a bola. Antigamente existia muito mais talento em cada time".


 


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