Alunos e professores tentam se readaptar com o retorno das atividades físicas em Salvador

Autor(a): Brenda Viana / BNews em 24 de Setembro de 2020 06:00
Foto: Arquivo BNews / Vagner Souza

A pandemia do coronavírus no Brasil começou logo após o carnaval. Em Salvador, o prefeito ACM Neto fechou vários lugares a partir do dia 25 de março e, de lá para cá, bares, restaurantes, shoppings centers, escolas, entre outros foram determinados por decreto municipal a ficarem fechados, inclusive as academias. Até quem fazia atividades físicas ao ar livre tiveram que se adaptar.

Durante a quarentena obrigatória, alguns estabelecimentos tiveram que se encaixar às novas tecnologias, isso inclui principalmente, as aulas online. Esse foi o caso de Tamires Cardoso, de 26 anos, que, no início da pandemia, precisou se manter focada para prosseguir com suas atividades físicas. “No começo, eu tinha um cuidado maior em fazer as aulas online, além da minha academia disponibilizar materiais em casa para me exercitar, mas não é a mesma coisa você fazer via aplicativo de vídeo chamada e com um profissional te ajudando [pessoalmente]”, comentou. 

Depois de quase cinco meses com as academias fechadas, o prefeito liberou a reabertura do comércio no dia 10 de agosto [bares, restaurantes, manicure, barbeiro e academias]. Tamires explica que teve receio para voltar a fazer Crossfit, mas com todos os cuidados estabelecidos, retornou no final de agosto. “A volta foi esperada, porque eu não estava conseguindo administrar os horários em casa. Então, mesmo com o vírus, fiquei bastante animada para voltar a minha rotina”. Ela ainda reitera a importância das máscaras durante as atividades físicas: “é complicado, mas é necessário. Por mais que incomode, que seja difícil, principalmente em Crossfit, é tudo questão de se adequar à atual situação”. 

Vinícius Linger, 36 anos, educador físico em uma academia de Crossfit localizada em Piatã, na orla de Salvador, comenta que as pessoas ainda estão receosas de voltarem a fazer atividades físicas. “A volta está sendo lenta, porém, a cada semana, a procura aumenta. Assim como em outras atividades, as pessoas estão com receio de retornar com medo ainda da situação e outras pessoas perderam o hábito de se exercitar”. Linger comenta que prestou serviços online, mas, agora com o protocolo e recomendações dadas pela prefeitura, está tentando se adaptar às novas regras e o novo normal. 

E, com a volta de pessoas às ruas fazendo caminhada e corridas, é importante lembrar que não se pode voltar ao mesmo nível de treino em que parou, afirma o fisioterapeuta Paulo Brait. Ele ainda explica que é um período de adaptação. “É ter consciência. Adotando uma intensidade mais baixa e aumentar gradualmente até retornar ao nível que ele possuía antes da pandemia. Isso serve tanto para as atividades ao ar livre como caminhada, andar de bicicleta, entre outras atividades. Isso vale tanto para as academias e até mesmos esportes ao ar livre” finalizou.


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