Dado admite fazer mudanças no Bahia após derrota: "Buscar os ajustes necessários"

Autor(a): Redação Galáticos Online (Twitter - @galaticosonline) em 27 de Dezembro de 2020 19:37
Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia

A estreia do técnico Dado Cavalcanti à frente do time principal do Bahia não foi da maneira que ele esperava, em plena Arena Fonte Nova o Esquadrão perdeu por 2 a 1 para o Internacional e alcançou a sexta derrota seguida na Série A.

Em entrevista coletiva, o treinador falou sobre a partida e sobre o criticado sistema defensivo do Bahia. Ele admitiu fazer ajustes, mas segundo ele "sem desespero".

"Para o jogo de hoje, eu estava bem limitado em relação a escolhas. A equipe inteira, não foi só atrás, para a equipe inteira. Então teremos um intervalo de dias importante para os próximos dois jogos. Acho isso importante para fazer ajustes, correções, testar, quem sabe, formações diferentes. Mas não podemos também nos desesperar e sair trocando todas as peças possíveis, porque não necessariamente a troca de peças vai trazer o efeito esperado. Mas eu vou sempre julgar, avaliar bem cada momento específico, cada jogo, cada resposta. E buscar as soluções para que a nossa equipe tenha um sistema defensivo mais consistente como um todo", disse o treinador.

Ele ainda comentou sobre os pontos positivos e negativos do primeiro jogo do Bahia sob o comando dele. 

"Nós vamos tentar buscar os ajustes necessários. Eu tenho falado que o sistema defensivo é um todo, não dá para culpar um ou outro atleta. A equipe como um todo... Quando perde, perde todo mundo. Quando toma um gol, toma todo mundo. Hoje, exclusivamente, lamentei um pouco o início nosso do segundo tempo, que nós voltamos um pouco sonolentos demais e sofremos uma pressão desnecessária de um adversário que estávamos jogando de igual para igual. Neste deslize, acabou acontecendo o segundo gol muito rápido. Isso prejudicou demais o andamento de todo o jogo. Mas vamos buscar as explicações e, mais importante, buscar as soluções para os problemas", falou.

Dado gostou da maneira que o setor do meio-campo do Bahia se portou e gostou do jogo de Gregore, que atuou de maneira mais avançada.

"Tivemos uma boa participação do meio. O meio trouxe, para mim, uma resposta boa, que eu entendo que fez com que a nossa equipe crescesse. Talvez não tenhamos tanta proteção defensiva, mas apenas ficamos vulneráveis quando saímos demais para o ataque e deixamos muito espaço para os nossos adversários nos contra-ataques. O Douglas fez uma grande partida hoje, teve uma participação efetiva, principalmente, nos contra-ataques que nós cedemos ao nosso adversário. O que fizemos de apresentação hoje não foi o suficiente para conseguirmos o resultado esperado, mas foi um primeiro passo em cima de uma modificação de desenho, de postura, para que a gente consiga, na sequência, buscar o resultado o quanto antes. Porque acaba incomodando sempre, os triunfos não vêm, o sistema defensivo... E acaba se repetindo a cada insucesso. Então primeiro temos que voltar a vencer para termos um pouco mais de confiança, para voltar para o campeonato, porque nós estamos hoje em stand-by, digamos assim".

"Gregore é um jogador extremamente agressivo, todos conhecem. Minha estratégia inicial é tentar fazer a nossa equipe sair um pouco mais de trás e, quem sabe, subindo a marcação, roubar bolas mais à frente. Então o Gregore, por ser o nosso maior ladrão de bolas, consegue, pela força que tem, bater perna para frente como também bater perna para trás".

"Então a minha escolha, pela falta de atletas para essa região do campo, a impossibilidade de utilizar Ramon, Daniel, Rodriguinho, os médios para essa posição. Fiz uma opção pelo Gregore, gostei. Acho que me trouxe já essa agressividade, um gatilho de pressão à frente. No primeiro tempo, isso funcionou muito mais. Nossa equipe estava um pouco mais organizada, e nós conseguimos roubar mais bolas no campo de ataque. Era essa a proposta. Conseguimos sair por duas vezes e tivemos duas oportunidades que acabaram não resultando em gol, mas o meio tinha que ser valorizado, a formatação de meio por conta dessa modificação e faltando apenas o contexto sistêmico, porque a gente poderia ser melhor coletivamente para conseguir um resultado diferente do que foi hoje", completou.


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