Vico lembra lesões que o fizeram pensar em parar, e enaltece o Vitória e Bruno Pivetti

Autor(a): Redação Galáticos Online (Twitter - @galaticosonline) em 30 de Junho de 2020 21:22
Foto: Letícia Martins / EC Vitória

Vico comemora reencontro com companheiros na volta aos treinos ...Com apenas 23 anos de idade, Vico já passou por muitos obstáculos na carreira. O meia, que precisou abandonar a família aos dez anos para lutar pelo sonho de ser jogador profissionais, sofreu duas lesões graves, mas se recuperou e hoje é um dos destaques do elenco do Vitória.

Nesta terça-feira (30), em entrevista à Equipe dos Galáticos, o jovem atleta contou sua história. "Comecei em 2007. Meu pai sempre foi um amante do futebol e, desde pequenininho meu brinquedo sempre foi a  bola, ele ia jogar bola e me levava junto. Ele falava aos amigos que eu seria jogador e foi meu maior incentivador. Participei de escolinhas em Cascavel e, com dez anos, tive oportunidade de ir para o Grêmio. O Grêmio foi pra um campeonato brasileiro em Cascavel e quem jogaria era meu irmão, pois era competição Sub-15. Mas, eu sempre entrava em campo e batia uma bolinha no aquecimento. Me viram e perguntaram ao meu pai se eu poderia ir para o Grêmio. Acabamos indo eu e meu irmão, mesmo contra a vontade de minha mãe. Eu com dez anos e ele com 15. Quando cheguei foi um baque, totalmente diferente do que imaginava. Mas, não me arrependo, estava muito feliz. Como eu era muito novo, dez anos, logo depois meus pais foram morar comigo em Porto Alegre. Foi uma loucura que meu pai fez, mas graças a Deus está dando certo. Até me emociono em contar a história".

Sobre as graves lesões, o jogador revelou que até pensou em parar de jogar. "A única coisa que o jogador não quer é ficar longe dos gramados. Logo no início, quando você quer realizar seus sonhos, é pior ainda. Quando eu estava subindo para o profissional, já tinha começado a treinar com o Roger Machado, tive a ruptura do ligamento. Cumpri seis meses de afastamento e voltei mais forte do que estava. Fiz a pré-temporada e, no primeiro coletivo do ano, rompi de novo. Desabei, pensei em parar, não queria mais passar por isso, não sabia se aguentaria mais seis meses. Mas, meu pai não deixou, me incentivou e disse que a gente passaria por aquilo. Cada um tem um tempo e aquele não era o meu. Tudo serviu para eu amadurecer, pois não foi a última lesão minha no futebol. Espero não passar por nada grave mais, mas me deixou preparado para tudo. Deus não dá um fardo a mais do que a gente possa carregar. É um testemunho para os jovens que pensam em parar. Não parem".

Vico também comentou sobre a chegada ao Vitória, fez elogios e garantiu que o elenco do Rubro-negro está pronto para grandes conquistas no ano. "A Série B é um jogo mais de pegada, joguei o finalzinho no ano passado, pela Ponte Preta. Já a Série A é um jogo mais cadenciado, de toque de bola. Acho que nosso time tem as duas características e é saber a hora de usar. O Vitória tem tudo para voltar à Série A, que é onde deveria estar. Olho nosso elenco e vejo jogadores com capacidade de jogar na Série A e ser vendido para a Europa. Posso citar vários, como  Alisson (Farias), um baita jogador. Jean, Guilherme (Rend), o Léo Ceará, que é muito bom dentro da área. Muitos meninos bons subindo da base. Acho que o Vitória está bem preparado. Tem totais chances de ser campeão da Copa do Nordeste, de subir para a Série A. É um dos melhores elencos que já trabalhei".

Confira abaixo mais respostas de Vico:

Chegada ao Vitória

Estou muito feliz no Vitória. É um clube bastante estruturado, nos dá condições de treinamento, temos profissionais excelentes. Creio que vamos fazer uma temporada excelente.

Boa atuação e gol marcado no clássico Ba-Vi pela Copa do Nordeste

Quando vi que era um clássico, um jogo importante, eu trouxe meu preparador físico particular para Salvador, para me preparar ainda mais. Então, estava muito bem para aquele jogo, muito preparado. Ganhar um clássico e poder fazer um gol, não há nada melhor.

Posição onde mais gosta de atuar

Quando eu subi no Grêmio, o Renato gostava de me usar por dentro, caindo pelos lados e achando passes. Do meio pra frente, gosto de jogar tanto pela direita ou por dentro. Gosto de achar passes e buscar o gol. Me espelho muito no Messi. Ele não é de pedalar. Ele é muito objetivo, pega a bola, parte para cima e busca o gol.

Avaliação de Bruno Pivetti, novo técnico do Vitória

O Bruno Pivetti será um dos grandes treinadores do Brasil, uma das grandes revelações. É um cara muito e estudioso, parece muito com o Roger Machado. Ele estuda tudo, é muito estratégico, faz treinos pensados. Muito estudioso do futebol e tenho certeza que fará história no futebol. Ele é completo, tem o treinamento, a resenha, sabe a hora de conversar. Foi triste perder o Geninho, que é um paizão, abraça o grupo e deixa o clima leve, mas o Pivetti está preparadíssimo. 


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